
O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Adalberto Cristh Ferreira Filho
Reassistir O Senhor dos Anéis é sempre como voltar pra casa depois de um bom tempo fora. Lançado em 2001 (em 2002 no Brasil) e dirigido por Peter Jackson, O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel consegue se manter extremamente atual, mesmo mais de 20 anos após seu lançamento. É impressionante que um filme do início dos anos 2000, recheado de computação gráfica, não tenha ficado visualmente datado mesmo após tanto tempo, e isso mostra o carinho e dedicação com os quais a equipe do filme trabalhou para produzir uma obra tão ímpar.
Apesar de ter um formato que pode assustar espectadores novos, com quase 3h de duração (e a versão estendida chegando às 3h28), o filme trabalha seu roteiro de forma magistral, com sequências empolgantes, personagens extremamente bem trabalhados e uma história que honra o material original. A sequência de abertura de fato é um pouco longa e talvez se torne maçante para um público mais jovem, acostumado com um cinema mais acelerado, além de que a versão estendida deixa bem claro o porquê de aquelas cenas terem sido cortadas, porém no momento em que você se permite ser levado nessa jornada, é um caminho sem volta.
Mais do que atingir um objetivo, A Sociedade do Anel é sobre aproveitar a jornada. Se entregar à esse mundo mágico e deixar ser conduzido por ele. Sentar por 3 horas e simplesmente caminhar pela Terra Média. E com a forma como esse mundo é construído, essa tarefa não é difícil.
O carisma dos Hobbits é contagiante desde o início, as figuras de Aragorn e Gandalf são inspiradoras e os elfos são encantadores. O design de produção do filme definitivamente também é um dos seus pontos altos. Com cenários de tirar o fôlego, figurinos e props extremamente bem trabalhados em cada detalhe e elementos de CGI utilizados com uma finesse absurda, a equipe cria um mundo fantástico e misterioso impressionantemente crível.
Trazendo como protagonista a singela figura de um hobbit, A Sociedade do Anel é um filme inspirador e instigante, que, assim como sua obra de inspiração, mostra como alguém simples, sem grande importância para o mundo e sem grandes poderes ou habilidades pode ter grandes feitos, e nos instiga a ir em frente, partindo em nossa própria jornada e aceitando os desafios que nos são propostos, de preferência com nossa própria Sociedade.
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