quinta-feira, 21 de junho de 2018

ENSAIO FOTOGRÁFICO

Sintaxe da Linguagem Visual em Imagens Por Maria Veríssima

“Enquanto o tom está associado a questões de sobrevivência, sendo, portanto, essencial para o organismo humano, a cor tem maiores afinidades com as emoções”.

contra ou afavor


Torcida pela Seleção na Copa divide brasileiros

Há quem vê pontos positivos; outros, não torcem por protesto

Por Augusto Ranier, Marco Veppo, Júlia Maciel, Yuri Gomes, Maria Clara Pimentel e Gideão Marques

O desejo de ir bem na Copa não é compartilhado por todos os brasileiros. Iniciado no dia 14 de junho, o mundial divide opiniões. Alguns argumentam que o título seria uma distração para o mau momento do país. Para outros, no entanto, seria um alívio.

Ana Luiza Cruz, 17, estudante de Engenharia Elétrica, cai na primeira categoria: “Torço pra as que jogam contra o Brasil, por que o Brasil não merece ganhar. O país tá afundado no caos e os brasileiros esquecem disso por causa do futebol.”

Já Filipe Dantas, 18, estudante de Direito, discorda: “nós brasileiros passamos por muitas dificuldades e muitos problemas. Torcer pelo nosso futebol e o nosso esporte é uma maneira de não perdermos um pouco o amor pelo nosso país e de não perder a vontade de gritar ‘eu sou brasileiro com muito orgulho e muito amor.’”

Me engana que eu gosto



COPA DO MUNDO 2018:
AMOR PELA PÁTRIA OU POLÍTICA DO PÃO E CIRCO?

O início do maior campeonato de futebol mundial traz à tona, como em todas as suas edições, uma antiga discussão acerca do papel da população diante dos espetáculos proporcionados pela grande mídia. O debate consolida-se dividindo a sociedade em dois segmentos: aqueles que apoiam e se envolvem de corpo e alma na torcida em prol da seleção e aqueles que protestam contra o descaso político em que o Brasil se encontra. Descaso esse que, segundo essas pessoas, é esquecido no período do evento.

Para Bráulia Oliveira, 48, apesar de considerar radicais alguns posicionamentos da oposição, a política do pão e circo é sim uma realidade. A professora mesmo declarando-se uma apaixonada pelo seu país relata que é inevitável perceber o quanto durante esse período pouco se discute os problemas políticos tão evidentes e graves, a impressão que se tem é de que o evento varre para debaixo do tapete muitas questões sociais: “A população é entretida e os governantes continuam levando vantagem às custas da população” finaliza.

Já Emanoel Gomes, 37, afirma que mesmo sem a copa o cenário continua o mesmo: “Os brasileiros não parar pra acompanha-la não seria a solução para nosso país. O futebol é para diversão, um dos poucos motivos que temos de distração no cenário atual”. Além disso, vale ressaltar que, só acontece a cada quatro anos e nesse meio tempo nada muda e nem melhora, não se deve culpar o maior evento do mundo pelo nosso comodismo político. Podemos tranquilamente torcer pela seleção brasileira e ficarmos indignado com a política, uma coisa não anula a outra.

Em época de copa os críticos aparecem aos montes, mas por que isso é atribuído à copa se ela só acontece de quatro em quatro anos. O povo não é mais tão alienado quanto eram nas décadas passadas, e a velha política do pão e circo ficou para trás. Então, assista a copa sem culpa. Torça e vibre. Curta o fascínio que esse esporte tão espetacular pode nos causar. Se a copa é pão e circo somos uns padeiros malabaristas.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Galeria Conviv'art


Galeria de artes da UFRN expõe artistas da região

Com o intuito de dar maior visibilidade às obras dos alunos e artistas locais a universidade realiza cerca de dez exposições anuais

Por Aimmee Araújo, Isabelly Queiroz, Lidiane Andrade e Mariana Batista

A Galeria Conviv'art foi criada no início dos anos 80 com o intuito inicial de dar visibilidade às obras dos alunos do departamento de Artes. Localizada no centro de convivência da UFRN, o espaço pertence ao núcleo de arte e cultura da universidade, desde o ano 2000, vem se modificando e trabalhando com um edital público que permite exposições não apenas de estudantes, mas também de artistas da região.

O espaço recebe anualmente, em média, cerca de dez exposições selecionadas, segundo critérios de edital. Todas as propostas são avaliadas por uma comissão instituída pela Direção do Núcleo de Arte e Cultura da UFRN - NAC, com a participação de membros reconhecidos por sua competência técnica na área de artes visuais. Segundo a coordenadora da galeria, Eliote Alencar, “Com o edital público é uma maneira mais simples de democratizar o espaço”.

A Coordenadora conta que recebe no máximo cerca de 500 pessoas por mês, e diz “Isso não representa nem 0,2% da nossa população universitária”. A maioria desses visitantes são de cursos como Artes Visuais, Turismo, Produção Cultural e Eventos do IFRN e da UFRN, sendo Design e Artes Visuais os mais frequentes, porém Eliote sente carência na participação de estudantes dos demais cursos da universidade.

A exposição mais recente da galeria foi da natalense Ana Rique. Ex-aluna da universidade, que diz expor na Conviv'art é uma de suas realizações como artista natalense: “Esta é minha segunda exposição individual [na galeria], é um reconhecimento como artista”, conta.

Com a exposição intitulada “Um olhar sobre outros olhares “, Ana Rique diz que a ideia para tal surgiu a partir de pesquisas sobre artistas que fizeram muitas releituras e do trabalho realizado em sala de aula junto com seus alunos. “Você cria a partir de outros olhares sem perder sua essência”, explica.

Misturando técnicas como a aquarela , tinta acrílica, recorte e colagem, a artista arrisca em discreto bordado em alguns trabalhos. Ela também conta que usa como referência para seus quadros artistas que admira bastante como Cézanne, o primeiro, as suas naturezas mortas e principalmente as maçãs, Matisse, Picasso, Braque e Morandi.

A exposição da artista Ana Rique ocorre até o dia 15 de junho na galeria e a coordenadora, Eliote Alencar, já convida todos os docentes, discentes, técnicos e a comunidade em geral para a próxima exposição, que será em comemoração aos 60 anos da UFRN, marcada para o dia 22 do mesmo mês.

Quadro de Ana Rique, “Buquê de flores no jarro e maçãs”; Técnica mista; 80x80 cm. | Foto: Mariana Batista

Lampions Natal


Competição reúne atletas amadores em Natal

A Lampions Natal foi criada com o objetivo de valorizar as equipes amadoras da capital potiguar

Por André Medeiros e Cássio Paiva

Criada como uma maneira de formalizar os jogos, pelo fato de possuir formato de amistosos, a Lampions Natal conta com muitas equipes da capital. “O jogo amistoso não tinha valor, disputa, espírito de competição. O torneio trouxe tudo isso, além da premiação em dinheiro e parcerias novas, nos conta João Lucas, 21 anos, estudante de educação física e um dos representantes da comissão do torneio.

O campeonato conta com o apoio de dois patrocinadores, tal qual são eles a Ação Camisetas, que fornece material esportivo para a maioria das equipes do torneio, e a loja de artigos esportivos Gol Mania oferece as bolas para a competição e ambas oferecem desconto para quem é atleta inscrito na Lampions.

Iniciando em 2016 com a participação de 10 times, foi se atribuindo um valor muito importante com o passar dos anos, criando uma maior credibilidade, onde novas equipes foram aderindo à Lampions Natal. Em 2017 foram 22 equipes e, em 2018, já são 24 na primeira divisão e 16 na segunda. Vale lembrar que é o primeiro ano que há a disputa da Série B no campeonato.

A comissão do torneio conta com uma equipe de pessoas de diferentes áreas de atuação profissionais, onde há responsáveis pelas divulgações nas redes sociais, há advogados para caso o caso de se fazer necessário (questão dos direitos do torneio), pois “Lampions Natal” é um nome deles, há designer gráfico (responsável pelas edições e postagens das fotos), educadores físicos que ficam responsáveis pela parte esportiva, de estar presente na competição. A mesma conta também com um grande número de árbitros da Federação, pois para eles é importante valorizar quem estuda. “Somos também a competição que melhor remunera os árbitros”, relata João Lucas.

Estudante de Educação Física, João Lucas é um dos responsáveis pela competição.  (Foto: André Medeiros)



Todos os jogos do torneio são disputados no bairro de Neópolis, no campo da Arena Moura, que é propriedade do ex-jogador Moura, ídolo do América de Natal. Rafinha Potiguar, hoje no ABC, foi revelado na Lampions. Ele possui seu time, o Nacional, que joga a pré-Lampions (seletiva para tentar o acesso à competição). A seletiva é realizada em dezembro e dá acesso à série B. É uma promoção. Há um custo para disputar o campeonato, pois pagam contrato formal com a Arena, e os árbitros são remunerados.



As partidas do torneio são disputadas na Arena Moura, do ex-jogador do América. (Foto: Cássio Paiva)


São feitas transmissões ao vivo das partidas pelo Facebook, onde ele narra, filma e comenta os jogos desde 2016. “Aos poucos estamos tentando evoluir para melhorar a transmissão do melhor jeito possível para os fãs da competição”, conta João.

O ala Alisson, apelidado de Rebolado, joga a primeira divisão da competição pela equipe do Objetivo. Alisson, que tem 23 anos, é técnico em manutenção de celular com loja própria no bairro do Alecrim. Ele, que entraria em campo naquela noite, comentou que há um salto na organização e diz que a Lampions é bem disputada. O mesmo joga também nas competições de futebol de 7 de nome Estadual e Metropolitano pela equipe do Tavernas. Ele conta que o time do Objetivo surgiu no JERN’s em várias categorias.

Nossa equipe de reportagem com o atleta Alisson. (Foto: André Medeiros e Cássio Paiva)